sábado, 9 de abril de 2011
A arte e a tecnologia - documentário
sábado, 2 de abril de 2011
Regina Silveira
Hoje a tarde fiquei desesperada quando lembrei que não tinha feito um texto para o blog essa semana. Bom, sábado à noite ainda faz parte da semana, né? Voltando da aula, fiquei pensando em alguém para escrever. Lembrei que semana passada fui ao apartamento de uma colega de sala que tem obras de arte espalhadas por todo canto, até parece uma galeria. Entre os seus inúmeros quadros de gente famosa, um desenho emoldurado de Regina Silveira me surpreendeu. Achei o máximo ter uma amiga com uma obra dela na parede. Na graduação fiz um trabalho sobre ela, quando entrevistei uma professora que foi sua aluna dela na FAAP em São Paulo e participou de vários de seus projetos.
Vamos à dona do post, então.
Regina Silveira nasceu no Rio Grande do Sul em 1939, teve uma formação acadêmica muito rígida, seus professores ainda pregavam a verossimilhança no desenho e na pintura. Estudou na Europa e nos EUA. Voltou para o Brasil e além de artista, tornou-se professora na Fundação Armando Álvares Penteado.
Serigrafias, gravuras, desenhos, off set e multimídias são técnicas presentes em seu trabalho. Regina pouco usou a computação gráfica na década de 1970, quando fez suas distorções. Naquela época, seu trabalho era feito todo manualmente, em papel quadriculado e milimetricamente calculado. Suas distorções precisavam ser vistas de um exato ângulo para que se compreenda o que é o objeto, caso contrário, ele fica realmente distorcido.
Fez várias séries como Simulacros, Inflexões, Pragas, Enigmas, Luz/Zul, Pronto para morar, Desaparências e Anamorfas.
Conhecida internacionalmente, já expôs na Europa, nos EUA e no Canadá.
Sombras, perspectivas e distorções são significados que nos remetem a ela, que foi também formadora de jovens artistas.
Seguem abaixo algumas de suas obras:
Queria postar o vídeo com a entrevista que fiz (junto com uma amiga da graduação), mas está em algum backup, muito longe de ser encontrado. Essa semana eu encontro, posto e já fica valendo como o post da semana, ok? ;)
quinta-feira, 24 de março de 2011
Arte-educação e Produção caminham juntas
No meu TCC me perguntava até que ponto uma produção poética pode alimentar a nossa criação na arte-educação? E vice-versa. Meu trabalho seguiu entrelaçando várias linhas: a arte-educação, com uma oficina de fotografia que ofereci a alunos do curso de Design de Moda, a relação aluno-professor; a pesquisa de campo, com um estilista londrinense, Nélio Pinheiro, e a pesquisa bibliográfica da artista plástica Beatriz Milhazes e ainda a produção poética de fotografias de moda.
O que eu quis, foi mostrar como a arte pode andar por vários caminhos e o quanto ela é hibrida, como é capaz de interrelacionar diferentes assuntos, e permite a liberdade de novas propostas. Essa convergência está presente na contemporaneidade. As Artes Visuais estão abertas para todos os diálogos que podem ser desenvolvidos, permitido a ligação entre comunicação, moda e fotografia, como foi meu trabalho.
Segue abaixo, algumas fotografias do meu editorial de moda "Brasilidade a flor da pele", apresentadas no meu TCC:




Obrigada à modelo Carla Coelho e ao maquiador Tiago Dias =)
sexta-feira, 18 de março de 2011
A Preservação da Memória
Sem muita inspiração pra essa semana (é, acontece...) e confesso que sem muito tempo também, resolvi escrever sobre um assunto que me chamou atenção na última aula que tive.
O professor, um argentino que estudou em uma universidade judaica, falava sobre a preservação da memória. O assunto era a Segunda Guerra Mundial. Claro que por mais que falemos do assunto, por mais que imaginemos o quanto deve ter sido doloroso, complicado, instável, e tantas outras coisas, nunca (nunca mesmo), saberemos o quanto dói uma guerra sem ter passado por ela, sem ter vivido seus dias. É como dizer que sabe-se o que é amor de mãe, sem nunca ter tido um filho.
O professor apresentou um artista, Lasar Segall (1891-1957), lituano, naturalizado brasileiro, que retratou os destroços da Segunda Guerra através da imaginação, das notícias que tinha, dos recortes de jornais, pois quando a guerra explodiu ele já morava no Brasil.
Me lembrei de outros artistas: Anselm Kiefer (1845- ), alemão, que em suas obras abstratas expressa a dor causada pelo holocausto e o sentimento do pós-guerra (medo, pânico, pavor).
Recordei também de Picasso, mas ele é assunto para um próximo post.
É impossível pra mim, não lembrar de Goya, apesar se seus dramas não serem relacionados com a 2ª GM, foi a dor da guerra civil espanhola que ele gravou em suas placas de metal e na mente de tantas pessoas.
O professor citou ainda o escritor Elie Wiesel (1928- ) um judeu nascido na Romênia, que em seu livro A noite, conta suas memórias e experiências relacionadas ao holocausto.
Segue abaixo algumas obras, de Segall e Kiefer, que de modos diferentes, retrataram a dor que sentiram e que marcaram suas vidas pelos dramas que viveram. É a preservação de uma memória através da arte, seja ela pela pintura, pela escultura, pela música, pela literatura... é a tentativa de manter vivo o sentimento desolador que transformaram suas vidas e sua arte.
terça-feira, 8 de março de 2011
Lembrar

sexta-feira, 4 de março de 2011
É Carnaval
Hoje, 4 de março de 2011 é sexta de Carnaval (pra muita gente, o ano só começa depois dessa festa - e até que enfim, porque Carnaval é em fevereiro ne? rs).
Ah, o Carnaval... a festa do povo, da carne, a festa brasileira. São cinco noites onde a gente pode ser tudo o que quiser. Homem vira mulher, aparecem super-heróis de todos os tipo e épocas. Músicas, máscaras, cores, amores, sabores...
A festa é antiga e tem lá sua ligação com a Semana Santa da Igreja Católica. Na Antiguidade, se comia e bebia, e o que se buscava eram os prazeres. No Renascimento, surgiram os bailes de máscaras e os carros alegóricos.
No Brasil é a maior festa popular. Escolas de samba, carros alegóricos, trios elétricos, blocos, repúblicas garantem a diversão de quem se predispõe à alegria.
Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo (1897-1976), um intelectual vanguardista modernista brasileiro, propôs em sua arte a mistura de raças que é o povo brasileiro. Pintou cenas populares. Carioca da gema, abusou de sua paleta colorida quando pintou, por várias vezes, o Carnaval. Di Cavalcanti foi o pintor das mulatas e da cultura popular brasileira. Foi muito mais que isso, foi criador de uma identidade nacional (até porque, a gente só copiava o que vinha da Europa).
Abaixo algumas obras. Tudo é diferente: dá até pra sentir a alegria do povo.



quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Vik Muniz: isso sim é arte contemporânea







